14 dezembro 2005

COSTA, Ricardo da. Las Definiciones de las Siete Artes Liberales y Mecánicas en la Obra de Ramón Llul. São Paulo / Porto: CEMOrOc-USP IJI - Editora Mandruvá - Univ. do Porto - Faculdade de Direito (Instituto Jurídico Interdisciplinar). Série Especial de Livros da Revista Notandum, 2005, 114 p. (ISSN 1516-5477)

13 dezembro 2005

Livro: Imagens do Poder em Sêneca. Estudo sobre o ‘De Clementia’. Editora: Ateliê Editorial Ano: 2005 Nº de páginas: 224 Preço: a definir Sinopse:
Sêneca, filósofo estóico natural de Córdoba, na Espanha, e que viveu no primeiro século da era cristã, sempre atraiu um olhar reticente dos historiadores e críticos literários que se dedicaram à análise de sua extensa obra, composta por cartas, tragédias, tratados filosóficos e uma sátira. Como poderia alguém que pregava a necessidade de se viver de acordo com a natureza chegar a ser um dos homens mais ricos e influentes do Império Romano e, ainda por cima, educador de um Nero? Uma questão que, na verdade, remete às relações tensas entre filosofia e política, entre teoria e prática na atividade de um intelectual no centro do poder em Roma. Imagens do Poder em Sêneca, de Marilena Vizentin, tem o mérito de abordar esse problema por meio da análise de um escrito específico do filósofo, o Tratado sobre a Clemência, endereçado a Nero no início de seu governo (55-56 d.C.). O desafio já se coloca na escolha mesma desse objeto. O De Clementia chegou até nós de forma fragmentada, em manuscritos medievais, gerando controvérsias sobre a correta ordenação do texto. Com erudição e pleno domínio da bibliografia pertinente, a autora lida com esse ponto, bem como com os debates acadêmicos envolvidos em torno de seu gênero, bases filosóficas e principais conceitos. Na parte dedicada à estrutura do tratado, são delineados o plano lógico-argumentativo de Sêneca, os temas tratados, e suas eventuais contradições e omissões. A tese avançada pela autora é a de que o tratado não se resume a um programa político de bom governo que visa unicamente à conjuntura do principado neroniano. Pelo contrário, Sêneca apresenta uma “teoria geral de Estado”, tendo em vista a estrutura do novo regime inaugurado por Augusto. O governante ideal que emerge do tratado detém um poder absoluto, mas sempre balizado pela necessidade de estabelecer relações de reciprocidade com seus súditos, seja ele o povo da cidade de Roma, a elite senatorial ou até mesmo as populações das centenas de cidades que pontuavam o Império. Em suma, a preocupação do filósofo voltava-se para a unidade de um império de proporções continentais e, portanto, sempre pronto a assistir à eclosão de tendências centrífugas. Imagens do Poder em Sêneca traz para o debate historiográfico, portanto, uma das raríssimas fontes antigas nas quais o poder imperial é o foco da atenção. Exemplar testemunho do vigor da historiografia brasileira sobre a Antigüidade, o livro de Marilena Vizentin também interessa aos estudiosos de filosofia política e letras clássicas, e, por que não, a todos aqueles que se inquietam com o sempre presente e atual tema do poder. (extraído do texto de orelha do livro, de autoria de Fábio Duarte Joly) Sobre a autora: Marilena Vizentin nasceu em Apucarana, no interior do Paraná. Formou-se em História pela FFLCH-USP em 1995 e, em 2001, obteve o título de mestre na área de História Antiga na mesma faculdade. Desde 2002 atua como editora assistente da Edusp. Contato: vizentin@usp.br Contatos da Editora: (A/C Fabrício Valério) e-mail: imprensaatelie@terra.com.br fone: (11) 4612-9666